por Giovanna Sapienza

Alimentação X Emoções

Há muito tempo alimentação deixou de ser uma necessidade meramente fisiológica. A cultura brasileira proporcionou à gastronomia a função de reunir amigos e familiares, agregar pessoas e diálogos criativos deliciosos. É em torno da mesa que nos reunimos para conversar, debater ideias, contar as novidades ou simplesmente dividir momentos em família.

Alimentação pode e deve ser uma fonte de prazer, mas não podemos, em hipótese alguma, tornar isso uma necessidade emocional. Sempre quando nos alimentamos temos que ter consciência de que aquilo é necessário para o nosso corpo, mas não para as nossas emoções. Não é desta forma que vamos nos sentir melhor!

Comer é muito bom e todo mundo gosta, a comida nos dá prazer, nos fornece uma sensação de equilíbrio momentâneo, satisfação e relaxamento. A alimentação mexe com nossas emoções, haja visto que a própria ciência recomenda aos casais não discutirem de barriga vazia. 

O problema todo começa quando confundimos saciedade fisiológica com saciedade emocional. Apesar de ser uma fonte de prazer, não podemos transferir para a mesa a resolução dos nossos problemas e vazios interiores. E por incrível que pareça esta tarefa é muito mais difícil do que imaginamos. Muitos de nós, senão a maioria, desconto na alimentação seus problemas emocionais.

O número de pessoas obesas ou acima do peso, no Brasil e no mundo, cresce vertiginosamente. Isto porque, assim como a compulsão por compras, a compulsão alimentar é outra válvula de escape para nossas insatisfações. Quando comemos nos sentimos momentaneamente satisfeitos (por completo), o problema é que como toda compulsão, este sentimento vai embora e o vazio continua. 

O trabalho do autoconhecimento é essencial na caminhada para sanarmos este tipo de problema. Quando você se conhece, entende seus limites e começa a compreender o porquê de estar transferindo seus problemas para aquele prato. Depois de detectado este tipo de problema, também é através do autoconhecimento que resolvemos esta compulsão. Quando você entende suas insatisfações, e o ponto principal da sua vida que tem uma falta, você começa a se dedicar a resolução daquele problema específico.

Autoconhecimento

No meio deste caminho, outra tarefa importantíssima é a reeducação do seu cérebro e do seu estômago. O seu corpo está acostumado a viver e a digerir as informações e sentimentos de uma forma específica. Quando estamos na tarefa do autoconhecimento e da reeducação, precisamos refazer os caminhos que o seu cérebro já está acostumado a processar. 

Aquela célebre frase é real: "Gordo pensa gordo, e magro pensa magro".

Com tudo, este trabalho não envolve somente o processo de detectar e trabalhar a compulsão emocional, mas também de reprogramar seu cérebro e as suas emoções para serem processadas de forma diferente pelo seu corpo. Não adianta substituirmos um vício por outro, por isso é necessário muita dedicação interior, emocional e psicológica para enfrentar estes desafios. Processos como terapias, PNL, leitura e aprendizado a respeito da psicologia da alimentação podem te ajudar nessa caminhada, florais para trabalharem a ansiedade e os processos de insatisfação também são ótimos para a conclusão deste objetivo. 

Não confunda fome emocional com fome fisiológica, sua fome emocional só pode ser saciada pelo seu trabalho interior. 

Comece hoje mesmo! 

Giovanna Sapienza

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Terapeuta Holística, Jornalista e espiritualista, fundadora do projeto Saber Pleno. Amante de arte, comunicação e natureza, já estuda espiritualidade e novos caminhos para saúde e bem estar há 5 anos. Acredita muito nas relações pessoais, nos processos energéticos e nos bons sentimentos como caminho para uma vida feliz.

Frase de cabeceira: “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.”