por Helyete Santos

Casamento falido

As boas bocas, aquelas que falam por bem e para o bem, costumam dizer que filho não salva casamento falido, embora muitas mulheres, ainda nos dias atuais, acreditem nessa hipótese e transformam-na em uma lei completamente realizável para o milagre de ser feliz. Há até aquelas que oferecem para seu parceiro o prazer de se ter o sexo inovador, maravilhoso e sair por aí gritando que, graças à sua virilidade e competência, nascerá a criança que ele produziu por sua exclusiva competência. E como fica o relacionamento?

Para os primeiros dias, podemos dizer que o tão esperado milagre aconteceu. Podem até surgir presentes caros, ou mesmo delicados, como símbolos de gratidão e honras ao bem proporcionado. Mas mesmo sem contar os dias e as horas que passam e porque passam bem rapidamente, o vazio do fracassado relacionamento passa a dar as caras novamente.

É a partir daí que surgem novos relacionamentos com velhos amigos, reuniões fora do expediente, viagens inesperadas, jantares e tantos outros motivos que se criam por aí, capazes de justificar a chamada “pequena ausência”, quase imperceptível, mas verdadeira.

E tudo volta a ser como era antes. Não podemos acreditar na nossa mentira. Muito menos, querer transformá-la em uma só verdade. Os dois lados precisam se unir com a verdade e esta tem que ser a mesma para os dois. Caso contrário, é só mais uma criança que poderia ser muito feliz. 

Helyete Santos

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Sou paulistana. Atualmente, moro na cidade de Santos. Atuei como professora de Redação e tenho vários livros publicados sobre técnicas redacionais, como Pais e Filhos Entre Erros e Acertos Editora Edicon. Escrever traz à tona o modo sensível de se viver.