por Selma Godoy

Dando um “upgrade” na autoimagem - Parte 1

Autoimagem é a descrição que a pessoa faz de si mesma. Há nisso uma parte que lhe dá um senso de valor pessoal, ou o conceito que a pessoa tem de si, que é a autoestima.

Este é um tema que parece “antiquado”, mas, a visão da maioria ainda é superficial. De mais a mais a autoestima se constrói em um processo contínuo de amadurecimento e consciência.

A cada momento - e de acordo com as diferentes abordagens - temos melhores condições de perceber como nos consideramos. Daí temos insights a respeito do quanto confiamos em nós e de como agimos em função disso.

Você certamente já ouviu este tipo de conselho “Você tem que se amar…”, aí você responde “Aham... Verdade!”. Precisamos amar a nós mesmos, mas será que sabemos como amar de verdade? Aliás, se este aprendizado fosse levado às crianças não há dúvidas de que obteríamos ótimos resultados.

Ainda, pode parecer que “tá na cara” quando a pessoa tem boa opinião sobre si mesma, mas podemos nos surpreender! Gente bonita e elegante vive “se pegando no pé” porque julga que está com uns quilinhos a mais ou porque tem nariz “adunco”. Isto é corriqueiro! Até porque a autoimagem é costumeiramente deturpada pelo “padrão televisivo de beleza”.

O criticismo gerado pela comparação ao “modelo ideal” não nos permite enxergarmo-nos de verdade e, ainda por cima, cria deformações e posturas submissas e deselegantes. O perfeccionismo e o “ideal” são os grandes inimigos que minam o “amor a si mesmo”. 

Nas relações familiares ou de amizade é que mais nos sabotamos. Sem nos darmos conta, queremos ser simpáticos para isso “forçamos a barra” e nos controlamos. Lá no íntimo, há uma crença que se formos naturais e soltos mostraremos um lado antipático e daí seremos rejeitados. Sem perceber estamos ancorados em uma “maldade” que é a autorrejeição - a autorrejeição é a maior causa dos insucessos, das relações desencontradas e das contrariedades.

Não é difícil perceber o quanto a pessoa que faz para agradar provoca repugnância. E ao contrário, a pessoa “desencanada” é extremamente atraente.

A boa autoestima é gerada por posturas que podem ser aprendidas. E é disto que vamos falar nas próximas semanas. Me aguarde!

Confira também: Parte 1 • Parte 2 • Parte 3 • Parte 4 • Parte 5 • Parte 6

Selma Godoy

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Terapeuta de Aconselhamento. 20 anos pesquisando Espiritualidade, Comportamento e Psicologia.