por Andrea Pavlovitsch

Entendendo a linguagem do Universo

O Universo fala. Fala a linguagem de Deus, dos anjos e dos homens. Só que ele é mais sutil. Ele nos fala através dos nossos sonhos, das nossas brincadeiras sem graça, das nossas frases soltas. Nos fala pelas letras das músicas, pelos filmes na TV e até pelas famigeradas propagandas de margarina. Ele fala conosco quando temos os ouvidos de ouvir e os olhos de ver.

Aconteceu comigo milhões de vezes. A primeira vez que eu ouvi falar sobre isso foi quando uma antiga terapeuta minha me ensinou um exercício dos monges tibetanos. Segundo ela, é preciso colocar um copo com água na beira da cabeceira quando estamos com alguma dúvida. Antes de dormir, tome metade da água e peça a ajuda do Universo para resolver a sua pendência. No outro dia, assim que acordar tome a outra metade da água. A resposta virá durante o dia ou em sonho. Diz ela que aprendeu a confiar no exercício quando, alguns anos antes ficara em dúvida entre vender uma loja que ela tinha (e assim, seguir com a profissão de terapeuta) ou manter a tal loja. Ela fez o exercício e dois dias depois, dentro do metrô, ouviu a conversa de duas comadres: “Eu acho que ele deveria vender aquela loja, se está dando prejuízo não tem porque manter aquilo lá...” Ela vendeu. Virou minha terapeuta. E hoje está sendo citada neste artigo.

Mas não é preciso nem de exercício quando aprendemos a ler as suas mensagens. Elas podem estar em qualquer lugar, com ou sem o copo de água, dependendo do quanto confiamos naquilo. Depois de um tempo, descobri que a água somente ancora algo na nossa mente e nos faz ficar atentos ao que o nosso inconsciente quer nos dizer. E ele sempre nos diz porque ele é a nossa alma falando. É como quando você quer comprar um carro vermelho e aí, sempre que você saí na rua, só vê carros vermelhos. Ou quando você quer esquecer aquele ex e todas as pessoas do mundo resolvem ter o nome do infeliz. De tanto querer esquecer, você só acaba lembrando, mesmo que seja lembrando-se de esquecer.

Então, mas funciona. Uma querida amiga é especialista neste tipo de mensagem. Certa vez, quando ela estava indo para um determinado local e em dúvida se deveria mesmo ir, pediu um auxílio ao seu Deus. Pediu que, se ela estivesse certa, que mandasse uma mensagem. O céu, totalmente nublado, neste minuto abriu uma pequena fresta de sol que a iluminou e aqueceu. Ela sabia que aquilo era uma resposta.

E você pode até dizer “ah, isso deve ser só coincidência.” Bom, em coincidência eu acredito tanto quanto em príncipe encantado, ou seja, nada! Mas e se for? Só porque é uma coincidência não pode ser avaliada como uma resposta?

Ah, e tem os sonhos. Estes são, definitivamente, um mundo de mensagens. Li uma vez num livro que os sonhos são como cartas que recebemos com orientações sobre a nossa vida todas as manhãs. Imagina se todos os dias pela manhã você recebesse um e-mail te contando o que você tem que fazer da vida, naquele dia, com aquele pepino no trabalho? Só para entender como os sonhos são importantes, um pesquisador chamado August Kekulé descobriu a cadeia de benzeno depois de sonhar com cobras que mordiam o próprio rabo. Ele estava às voltas com este problema há dias e não encontrava a solução. No sonho, a solução lhe foi apresentada.

Então, aqui também temos exercícios para sonhos. Um caderninho e uma caneta ao lado da sua cama já solucionam o problema. Escreva o sonho assim que acordar e sempre no presente, como se ainda o estivesse vivendo. Com certeza, você vai encontrar muitas respostas. E lembre-se que os sonhos não vão te dar respostas prontas. Eles sempre acham metáforas e a melhor maneira de interpretá-lo é pensando em cada elemento presente no sonho e o que aquilo significa para você. Para você, e não para aqueles livros de sonhos de banca de jornal. Escreva, ao lado de cada elemento do sonho, o que ele significa para você e depois é só brincar de ligar os pontos.

E quanto ao exercício do copo de água, não custa tentar. E se tiver uma boa história, por favor, me mande. Adoro quando o Universo responde aos meus chamados e aos chamados das pessoas ao meu redor. Lembre-se de que você é parte dele e ele é parte de você. Nada mais natural do que um conversa entre amigos, não é?

Andrea Pavlovitsch

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Formada em psicologia, comunicação e espiritualismo, Andrea escreve artigos para sites de espiritualidade e autoajuda. Também faz atendimentos em aconselhamento metafísico, capacitada por um curso de formação terapêutica com Luis Gasparetto.

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