por Andrea Pavlovitsch

Faça o que te faz feliz

Ser terapeuta é participar da vida de cada uma das pessoas que se senta à sua frente e ver, feliz, todos os sonhos se realizando. Alguém que queria morar fora e manda um cartão postal de Londres. Alguém que queria se casar mostrando as fotos do casório. Alguém que lutou por um amor, vivendo esse amor. Quem queria um filho, vivendo a gestação. Quem queria escrever um livro, publicando. Somos testemunhas oculares e secretas de vidas que não são nossas. Aprendemos com cada experiência do outro e não, não precisamos vivenciar tudo. Aprendemos que cada um compõe a sua história, que tudo é fruto de escolhas e que essas escolhas podem ser modificadas a qualquer momento. É simplesmente maravilhoso e realizador.

E é assim que tem que ser o nosso trabalho. Não interessa qual. Pode ser varrer a rua, pode ser cuidar de três crianças, cuidar da sua casa. Pode ser médico, veterinário. Pode ser político, pode ser lavrador. A nossa profissão é o que nos coloca no mundo. É o que viemos fazer e aprender.

Eu, como terapeuta, preciso aprender a me curar. Se você analisar aquilo que você faz, vai entender a sua função também. Às vezes a gente tenta mudar, transformar, mas quando menos espera voltou para aquilo que originalmente largamos. Isso é a profissão de alma. Algo que o seu espírito veio fazer. Você está ali porque precisa, independentemente de status social ou remuneração. Não existe, por isso, nenhuma profissão no mundo que não mereça reconhecimento e respeito.

O problema é quando escolhemos só pelo ego. Escolhemos porque “dá dinheiro” ou porque “eu sou filho de não sei quem” ou “ninguém vai me rebaixar”. As pessoas ainda julgam demais pelo lado profissional e não porque realmente entendem o porquê do outro estar ali. Às vezes faltam oportunidades para fazer o que realmente queríamos, mas, pode acreditar, todos viemos com mais de um dom. A inteligência divina jamais nos deixaria na mão por qualquer coisa.

Precisamos somente ser honestos conosco e fazer o que amamos. Pode ser que em determinado momento da sua vida, você não consiga ainda mudar, mas planeje. Ou faça aquilo que mais ama como um hobby, pelo menos por enquanto. Quantos hobbies já não viraram negócios de sucesso e carreiras brilhantes? Não interessa que a sua profissão dos sonhos ainda nem exista. Talvez, você precise criá-la. A dica é: no que eu gostaria de ajudar o mundo? Porque no final é isso, ajudar. É com o que você pode e quer ajudar as pessoas no mundo. Isso é extremamente realizador e, sinceramente, não tem dinheiro que pague. Assuma quem você é e o que veio fazer e siga em frente. Todos vão acabar aceitando você também. Acredite.

Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.