por Paulo Antolini

Humanildo e Vidalinda

Em um dia sem nada de diferente e sem nenhuma grande comemoração que marcasse a data, Humanildo conheceu Vidalinda. Foi para muitos um acaso, algo até insignificante, mas para eles um encontro que já sabiam que iria acontecer em suas vidas. Esse dia ficou registrado para sempre neles como o dia da complementação. O dia em que o Humano desabrochou por encontrar em si o valor da Vida.

Humanildo desde muito pequeno olhava para as pessoas com grande admiração e reverência. Sempre soube que o fato de ter nascido na espécie humana o agraciava, o fazia um ser diferenciado e, dessa forma, importante.

Vidalinda, jovem e bela (em seu sentido primário; uma pessoa bela é alguém que possui pureza e grande beleza interior) nada tinha de estrondosa. De beleza singela e calma, surpreendia a quem se dignasse a olhá-la. Gradativamente ia despertando uma agradável sensação de bem-estar e um querer ficar junto por mais tempo. Sem porquês e sem mais explicações.

Em seus momentos mais íntimos cultivavam o respeito ao ser humano e ao dom da vida. Seus principais valores: Agradecer a vida como ela é e respeitando as pessoas como elas são. Isso não significa que concordavam com tudo que estava sendo feito em nome dos direitos e liberdades de expressão. Ao se encontrarem, consagrou-se a união do que consideravam como mais precioso: A vida e dentro dela a nossa existência, a existência do Ser Humano.

Valorizar a vida e a si mesmo são suas palavras de ordem.

E nós, estamos também reconhecendo isso em nós? A humanidade tem se revelado cada vez mais agressiva e distante dos valores que reconhecem no dom da vida e na existência dos seres humanos, o que há de mais importante sobre a face da terra.

Tenho escutado muito em consultório: “Eu nada posso fazer. Que poder eu tenho para modificar isso ou aquilo?”. Que forma mais simples de me isentar das responsabilidades do que está acontecendo. Uma grande duna é composta de um aglomerado de grãos de areia. Se um grão resolver se mover dali, e se outros também saírem, essa duna deixará de ser grande e até mesmo poderá deixar de existir.

Olá a todos os que estão lendo. Inicio neste espaço que gentilmente me é oferecido a compartilhar de um momento de reflexão e introspecção a respeito da vida e do ser humano. Humanildo e Vidalinda tornam-se personagens que a partir de agora exploram a oportunidade de que possamos pensar, comentar e revisar nossos conceitos, valores e ações.

Nada do que for escrito aqui deverá ser aceito pura e simplesmente porque “se ele escreveu então é”, mas deve sim ser refletido, questionado e comparado com as ocorrências em suas vidas.

A vida é nosso bem mais precioso e nada é mais importante do que o ser humano! A afirmação é antiga e repetida inúmeras vezes. Será que é verdade mesmo? Nós agimos e conduzimos nossas existências cuidando para que tenhamos uma excelente vida e damos ao ser humano o respeito que ele merece?

O discurso pode ser um e a ação, outra. Pensar, sentir e agir compõem uma trilogia em que, se não houver harmonia, integração e coerência, com certeza haverá problemas, conflitos, doenças.

Identificar o que se dá importância é reconhecer o que é valor para você. A garota que precisa comprar o vestido “x” para a festa, porque isso é o mais importante para ela, está demonstrando que ter o vestido novo tem mais valor do que o que se está comemorando. A festa é apenas o pano de fundo para poder se exibir em sua nova aquisição.

Bem-vindos e bem-vindas a essa possibilidade de encontro. Olá, Humanildo e Vidalinda. Que bom poder tê-los conosco! Até nosso próximo encontro!

Paulo Antolini

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Terapêuta, Psicólogo há 39 anos, Practitioner em Neurolinguistica, Coach e Consultor de Empresas, contribuindo na formação r aprimoramento de lideres em todos os níveis, através de treinamentos, seminários e workshops, articulista e escritor, publicou o livro “FEEDBACK – O Ir e Vir da Comunicação.