por Daiana Barasa

Não sei nada sobre o amor, mas sou amor, estou amor

Há uma música deliciosa composta por Herbert Vianna chamada Saber Amar. Tão deliciosa e profunda aos meus ouvidos, que me faz dançar, já até mesmo me despertou a querer aprender a tocá-la com meu velho violão.

Não sei saber amar... Estranho né? Não sei. “Saber amar é saber deixar alguém te amar...” Tão complexo como tocar essa música é vivenciá-la, como se sabe o que é amar? Como se sabe deixar alguém te amar?

Sou uma sonhadora, talvez a maioria das mulheres seja, mas nem todas são tão ébrias assim (risos). Sou do tipo de pessoa que se apaixona e grita, enlouquece, se dá, não faz questão alguma de esconder o que sente, o que quer e os próprios desejos, não faz questão de dizer “não” quando quer gritar que sim.

Daquelas mulheres loucas que têm como mentor um anjo pornográfico chamado Nelson Rodrigues, que amam demais, que de vez em quando são possuídas por espíritos apaixonados e loucos.

O que quero dizer com isso? Que embora tenha sofrido um bocado, principalmente quando meus sentimentos não foram correspondidos, não saberia ser diferente, não conseguiria me conter, talvez esse seja o meu mal enquanto existir, viver constantemente apaixonada.

Sou daquelas mulheres que têm uma menina dentro de si e que sempre... sempre acreditarão no doce amor, na maluca paixão. Daquelas que cantam no meio da rua, que gostam de sentir a chuva, que gostam de mergulhar em mares misteriosos. “Há quem não veja a onda onde ela está e nada contra o rio/ Todas as formas de se controlar alguém só trazem um amor vazio...” Sim Herbert, é exatamente isso.

“O amor te escapa entre os dedos/ E o tempo escorre pelas mãos”, e não posso controlar isso caro músico.

Mas o que posso fazer? Eu sou amor, eu estou amor, eu exalo amor, eu grito amor, eu enlouqueço de amor... Incorrigível.

Daquelas que não olham qual caminho está seguindo, que não veem perigos, empecilhos, que não veem impossível.

Sim, mulheres assim existem, e embora muitos as achem “problemáticas” são simplesmente transparentes e frágeis.

Não, não pretendo trazer um texto de libertação para mulheres malucas (risos) apenas uma homenagem a essa maluquice toda, sei que há detalhes na vida que não podem ser mudados, então maluquice romântica é uma condição.

Aí vai um conselho de uma maluca apaixonada incorrigível: Dance, coloque um vestido bem lindo, romântico e rodado e, descalça dance ao som de uma bela música.

Grite, abra as janelas e grite, grite, grite até cair na mais maluca gargalhada.

Está apaixonada? Viva a paixão. Seja amor, seja você, não tenha medo em ser o que é, você vai continuar cometendo erros, em alguns momentos terá o coração despedaçado, mas há algo especial que só pessoas como você têm: seu coração é tão amor, é tão louco de paixão, que se refaz... sempre.

Mulheres assim não sabem amar... são o próprio amor.

Daiana Barasa

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