por Andrea Pavlovitsch

Prosperidade Parte 4 - Não entre no externo

“Estamos em crise”, “A situação vai piorar”, “Agora é segurar tudo o que tem”, “Não tem marolinha, não, é furacão”, “Cuidado”, “A coisa está preta”, “Ninguém está vendendo nada”, “Vão confiscar a poupança”...

Quantas das afirmações acima você andou ouvindo nos últimos tempos? Quanto o seu Facebook ou Twitter, ou até mesmo a caixa de e-mails está contaminada com afirmações sobre a falência do Brasil e a aproximação, cada dia maior, dos nossos amigos gregos? Quantos almoços de negócios cancelados? Quantas pessoas com cara de preocupadas nas filas dos bancos, no metrô, na praça, com seus jornais nas mãos e aquela certeza de que estamos todos f&¨%()?

Ok, você tem um senso aí dentro de você, então é hora de escutá-lo. Não dá para simplesmente ignorar loucamente a situação que estamos passando. Sentimos a inflação no supermercado, na farmácia... Percebemos, não somos burros, que não está dando para fazer com o nosso dinheiro a mesma coisa que fazíamos a alguns anos atrás. Mas entrar no desespero e na energia da falta, isso não! É a mesma coisa que afundar no rio da pobreza eterna. Sem desculpas!

Uma coisa é a nossa precaução. Outra bem diferente é acreditar em tudo o que falam, todas as previsões assombrosas e se colocar como mais uma vítima da situação. É notória a história de um dos meus avós. Ele, um iugoslavo gato e fino, que foi convocado para a primeira guerra. Fugiu, encontrou minha avó na Alemanha nazista, e vieram para o Brasil. E aí, estourou a segunda guerra, muitos brasileiros foram convocados, o mundo estava um caos. E meu avó, fino, formado em tapeçaria no seu país natal, começou, com mais dois sócios, a fabricar lonas para os caminhões da guerra. E ganhou muito, mas muito dinheiro com isso.

Isso é só um dos milhões de exemplos de como podemos ser criativos em uma situação difícil, sem sair do nosso poder, da nossa prosperidade. Não dá para ficar deixando a cabeça te dizer que tudo vai dar errado, não podemos acreditar. Quem está aí dentro de você é você mesmo, e você precisa tomar conta da sua cabeça e das maioneses que ela insiste em fazer você acreditar. 

Se entrar, já viu, tem preço. Pode ser desde a diminuição do seu poder de compra até perder o seu emprego sumariamente. E se o preço vai aumentar mesmo, que seja regado à prosperidade e às coisas boas da vida. Não pire, mas também não abra mão de tudo. Se não dá para trocar o carro, não troque, aguarde. Mas não deixe de tomar aquele vinho no final de semana. Se a marca de café que você adora está com um preço alto, opte por uma mais em conta, mas tome o seu café delicioso (já que, dizem, o que vale mesmo é a mão da cozinheira). Não dá para sair para almoçar, faça um delicioso almoço em casa, super gourmet. Não dá nem para um cineminha? Tem o Netflix, a internet e até os camelôs com seus filmes pirateados (não, eu não escrevi isso, se você perguntar vou negar até a morte). Brincadeira à parte, o importante é usar a sua criatividade e continuar a ser feliz. A ter seus momentos de prazer, com o que realmente importa: sua família, seus amigos e você mesmo!

Sempre dá para ser próspero. E sempre dá para ser feliz! 

Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.