por Selma Godoy

Qual o seu lugar? Pódio ou torcida?

Hoje, vamos falar de algo fundamental para darmos um passo à frente em nossa jornada.

Somos criadores de nosso percurso nesta dimensão de espaço-tempo. Para isso, à princípio, elaboramos as circunstâncias e os coadjuvantes que entrarão em cena de acordo com a abertura de consciência possível. 

Percebemos quem somos, ainda que temporariamente, no nosso posicionamento diante das situações que criamos através do contato com o outro e com o ambiente, incluindo os outros seres viventes, como animais e plantas. 

O universo que nos rodeia é um luxo de diversidade e sofisticação, e podemos trazer para a cena de nossas vidas, situações fantásticas e também grandes dramas que poderão nos proporcionar prazeres e/ou sofrimento, assim, em consequência, insights e percepções que serão como alavancas ou freios. E tudo faz parte do jogo que cada um escolher, clara ou inconscientemente.   

O que pode fazer uma diferença fundamental para quem não está satisfeito com seu desempenho no jogo é:  De que lugar você está olhando o que acontece?  

Em que posição você tem se colocado? Você tem estirpe de vencedor (diante de si) ou de uma criatura de segunda linha? Perceba como você se coloca: 1. Diante das pessoas que chegam a você contando suas histórias e seus conflitos? 2. Diante da imagem que você faz da Consciência Cósmica? 3. Diante dos desafios que você tem se proposto? Bem, é bastante coisa para se observar, mas pode fazer a diferença entre escolher de “luz acesa” ao invés de tatear no escuro.  

A voz que existe na cabeça – comunicação intrapessoal -  foi acostumada a ser acolhida como “uma sábia conselheira” que nos faz tomar decisões baseados na precaução ou na impulsividade.

E ela diz “por hábito” que você precisa melhorar, que precisa se tornar mais isso e mais aquilo para chegar lá, e você dá um extremo voto de confiança para ela.

E ela tem outro costume: de fazer você acreditar que as pessoas são mais importantes do que você, e que para ser aceito e ser tratado com um mínimo de respeito, você precisa ser solidário e dar atenção a elas, a despeito de suas condições.

Assim, o posicionamento que você escolhe por ouvir “a voz da consciência” é abaixo da grande maioria das pessoas que você se relaciona, com exceção, daquelas que tem uma autoimagem pior que a sua, vale notar.  

Vamos fazer uma experiência para acender a luz e ver claramente o que se passa? Diante de qualquer situação, você não vai dar ouvidos para a voz, nem para o que as pessoas estejam induzindo você a pensar. Você vai dar uma parada e sentir o que você quer ao invés do que se acostumou. 

Além disso, convido você a experimentar, assumir que seu lugar é lá em cima, e o que acontece nesta posição - embora a pessoa que você acostumou a acudir possa não gostar da novidade. Perceba as consequências que virão em seguida.

E, para complementar, repita entre dentes, com postura de gente de palavra: 

 - Eu não aceito mais cobranças, e não assumo mais compromissos que não me trazem bem-estar;

 - Eu não aceito manipulação, julgamento e condenação;

- Eu não aceito mais esta leitura cruel sobre a natureza das coisas. Eu honro minha natureza e minha perfeição;    

- Hoje, eu decido estar a meu favor e me coloco no topo. Eu nasci para as alturas. Eu estou subindo.

Leve isto a sério daqui em diante e observe a cada minuto do dia como a voz vai tentar provar que você é de segunda categoria e que não é merecedor. 

Não somos comparáveis a nada e nem a ninguém, mas se há disputa, podemos aprender a jogar e jogar bem! 

Selma Godoy

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Terapeuta de Aconselhamento. 20 anos pesquisando Espiritualidade, Comportamento e Psicologia.