por Selma Godoy

Você quer pagar o preço de ser rico?

A lei da evolução é o determinismo da natureza que leva todas as coisas existentes no universo a uma constante transformação para melhor, do simples para o complexo, do rudimentar para o mais elaborado. Assim, é óbvio que vamos adquirindo habilidades e recursos através das nossas escolhas, ou seja, caminhamos da pobreza para a riqueza. Portanto, o anseio por crescimento está em todos nós, e se permitirmos que os recursos fluam em nossa direção, ajudando a natureza, muito melhor!

Infelizmente, em geral, atrapalhamos ao invés de ajudarmos. A higienização constante do que ficou registrado em nossos arquivos inconscientes é imprescindível.

Será que estamos fazendo todo o bem possível para produzir os resultados aos quais nos destinamos? A missão espiritual de todos nós é dominar a matéria e, consequentemente, beneficiar a sociedade. Não há como crescermos nos tornando pessoas de posses, sem que ao redor se prevaleçam disto. Além do que, por trás de todo o sucesso profissional, afetivo ou financeiro, há o confronto de nossos limites, implicâncias e visões ultrapassadas, e daí, no aparar de arestas ganhamos terreno em direção a nossa alma.

É bem provável que enquanto você lê este texto, sua cabeça esteja tagarelando: Que nada! Dinheiro não traz felicidade! Eu não preciso disso para ser feliz! Eu me satisfaço com pouco... O que eu queria mesmo é um pouco de paz.

Bem, na maioria das vezes a cabeça marca pontos e a alma vai se encolhendo no peito. A cabeça é bem sedutora, arruma desculpas, e nos ilude a respeito de nossos próprios sentimentos. Ela faz a gente acreditar que é fundamental que os outros à nossa volta estejam de acordo com nossos objetivos e, que se eles não estiverem bem, nós não podemos largar tudo para correr atrás dos nossos sonhos. Em síntese, sempre há duas opções: seguir em frente a despeito de tudo e todos, ou, tentar contemporizar com o mundo a nossa volta!

O que acontece a todos nós, mais cedo ou mais tarde, é descobrirmos a duras penas, que os outros, por mais íntimos e afins que sejam, têm suas histórias, suas vontades, seus limites, seus processos e percalços e, que o único jeito para não os machucarmos e não sairmos machucados é nos resignar e respeitar que cada um tem responsabilidade por si, queira ou não queira. E por mais estranho que nos pareça - embora devesse ser óbvio - temos que deixá-los nas próprias mãos.   

Nossos amigos espirituais ensinam que cada um de nós está em um jogo de “fliperama” e tem seu “avatar”. Que as regras do “fliperama” são determinadas por aquilo que cada um crê, que se “ganha uma vida”, quando se ouve o seu sentir, e se perde para a Terra quando se assume o senso comum como verdade. Esta é uma analogia muito próxima da verdade, e ao nos envolvermos nesta ideia a reação é de um profundo alívio e respeito pelo processo alheio.

Mas, voltando ao ponto. Por mais que tenhamos aprendido sobre prosperidade, vamos e convenhamos, ainda não estamos onde queremos, não é? Isto porque lá no fundo, ou seja, no “sub”, ainda tem uma pancada de “crença deturpada” que nos marcou. Quanto de “abobrinha” não engolimos “goela abaixo” no cardápio diário, não é mesmo?   

Vamos fazer uma listinha de possíveis motivos que nos deixam engasgados e estariam atravancando nosso progresso. Se você for esperto vai considerar com carinho, porque afinal de contas, tudo isto está poluindo nossa atmosfera coletiva.

Vamos avaliar as velhas retóricas:

- A vida é dura!
- Nada cai do céu!
- Nunca as coisas estiveram tão caras!
- A conjuntura econômica e o mercado de trabalho estão  em recessão!
- Eu vim de uma família humilde, mas muito decente, sabe...
- Agora eu não posso arriscar, porque meu filho...
- Sabe, eu tenho um problema que deve ser de vida passada...
- As pessoas são interesseiras, estão “de olho” nos lucros...

No lugar destas “bobagens” você pode colocar no seu subconsciente coisas mais promissoras, como:
   
    - O dinheiro é uma dádiva que possibilita as trocas, dando equivalência  aos serviços para o desenvolvimento da produtividade e do comércio.
    - Eu amo ter dinheiro para satisfazer os meus projetos.
    - Eu respeito as decisões das pessoas que eu amo. Sei que todos os seres do universo estão amparados, têm seus limites temporários e precisam passar pelas coisas da vida para crescerem, assim como eu. 
    - O dinheiro é muito bem-vindo para minha vida e para o ambiente ao meu redor.
    - Eu faço a minha parte, e o universo me provê de tudo o que eu preciso para ser feliz e realizado.
    - Quanto mais eu me levo em frente, mais eu propicio melhorias para o meu ambiente!
    - Eu nasci para cuidar de mim e dos projetos que satisfazem meu espírito. E os outros para cuidarem deles e de seus projetos.
    - O universo e as forças espirituais aguardam o meu sucesso pessoal e a contribuição que eu posso dar a este planeta.

Bem, você tem uma semana para pensar nisto. Quem sabe você decide olhar para isto de uma vez por todas e pagar o preço que a vida cobra! Até a próxima! 

Selma Godoy

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Terapeuta de Aconselhamento. 20 anos pesquisando Espiritualidade, Comportamento e Psicologia.