por Mia Vilela

A simbologia de Peixes

Hoje escrevo o último artigo da série sobre a simbologia dos signos do Zodíaco. Termino com o 12º signo, Peixes, que também é o terceiro e último signo da tríade do elemento Água.

O símbolo de Peixes são dois peixes, cada um olhando em uma direção oposta a do outro. De início, pode-se dizer que esse símbolo representa uma das maiores lições que esse signo tem a dar e aprender: a vida segue rumos muitas vezes imprevisíveis e as marés mudam sem notícia prévia.

As águas de Peixes são de natureza mutável, representando os rios que correm em direção ao mar, superando os obstáculos pela força da fluidez e da generosidade amorosa. Em nível mais profundo, esse símbolo representa a grande e secreta dualidade da vida e, em particular, dos piscianos: o mundo físico e o mundo espiritual.

O último signo do Zodíaco tem um pé na terra e outro em uma existência imaterial eterna. Peixes ensina e aprende a conectar os mundos físico e espiritual e isso não é tarefa fácil. 

Conforme falei nos artigos sobre Câncer e Escorpião, o elemento Água representa a nossa tarefa de lidar com as emoções.

No signo de Peixes revela-se a mais difícil das tarefas do plano emocional, que consiste em sentir a dor do outro, a dor do mundo. No último signo, a alma aprende a transcender o ego e a se conectar com o todo.

O amor que o Cristo ensinou está relacionado com a simbologia de Peixes e, ao se realizar por completo, transcende o Zodíaco e vem representado pelo número 13, daqueles que, por terem aprendido o amor incondicional a tudo e todos, não mais necessitam de nenhum dos 12 estágios da roda das encarnações zodiacais.

Repare como, normalmente, enfermeiros e pessoas que abdicam de suas vidas para cuidarem de outros (parentes ou não) costumam ter o signo de Peixes bem forte no mapa. Aqui, o ego é superado pela caridade.

Da mesma forma, essa conexão com algo uno e transcendente também produz grandes artistas notadamente dançarinos, fotógrafos, atores e pintores. A arte que realmente toca as pessoas vem de uma alma que conecta céu e Terra, que sente a emoção da raça humana.

Tenho notado que pessoas que se destacam no mercado financeiro e de capitais, fazendo transações de risco, costumam ter esse signo salientado e, de alguma forma que nem eles mesmos sabem explicar, percebem o rumo da economia e compram e vendem na hora certa.

Negativamente falando, quando essa nossa janela da alma que nos conecta ao todo não está acompanhada de uma estrutura emocional sólida (e isso é revelado por Saturno e pela Lua no mapa) ou pertence a uma alma sem caráter, o resultado é a fuga da realidade através de drogas, álcool, mentiras e crimes.

Peixes nos ensina que é possível recriar a realidade, construir um mundo mais equilibrado em termos de necessidades físicas e espirituais. Contudo, se isso virá pela arte ou pelas drogas, bem, depende de nosso livre arbítrio. O pano de fundo é o mesmo: a alma que absorve a dor e a alegria do mundo, que sabe-se parte de um todo, restando ao livre arbítrio decidir como isso será explorado, se pela fuga ou pela maior das coragens: o amor.

Nesse sentido, esse signo também revela o canal de cura de viciados: a arte, o auxílio ao próximo, o amor. É preciso ter percorrido muito bem os 11 estágios anteriores para que a energia de Peixes se revele em sua melhor forma, caso contrário, teremos uma sociedade doente, que foge da dor enaltecendo as drogas e o crime e julgando como o Escorpião negativo.

E, enquanto não aprendermos a lidar com esses 12 aspectos de nossa alma representados pelos 12 signos do Zodíaco, continuaremos reencarnando neste planeta redondo, no círculo Zodiacal, até alcançarmos o 13º nível: o amor universal e a caridade.

Os próximos artigos serão dedicados a como lidar com as pessoas de cada signo.

Mia Vilela

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Mia Vilela é astróloga desde 2004, formada pela Regulus Astrologia. Suas consultas são voltadas ao autoconhecimento e previsões.

Desde a infância Mia sempre foi muito curiosa acerca da Astrologia, pois sua natureza controladora a fez desejar desvendar os mistérios do destino: como assim não podemos controlá-lo? Acabou por aprender que a nossa personalidade é o nosso destino e percebeu que a Astrologia, antes de um oráculo, é uma ótima ferramenta de autoconhecimento, bem como uma das inúmeras fontes de conhecimento sobre o funcionamento da personalidade humana.

Por meio de uma linguagem acessível, Mia espera poder compartilhar o que aprendeu e tem aprendido nesses anos, a fim de que mais pessoas possam ter acesso ao que a Astrologia tem a nos ensinar. Com isso, espera contribuir com uma sementinha para que os leitores depositem um olhar mais profundo sobre si mesmos, entendendo que, ao mudarmos nós mesmos, mudamos o mundo à nossa volta.