por Silvia Ligabue

Amar, sempre vale a pena

Há amores que apenas começam, outros que perduram e há ainda os que só ficam na ilusão.
Relações amorosas são cheias de vida e de morte, cheias de esperanças carregadas de decepções, dentro de padrões convencionais ou fora de todos eles.Feliz de quem se permite experiencia-los. Seja como for, seja com quem for, da forma que escolher.

Não há certo ou errado, já dizia José Saramago: “O certo e o errado são apenas modos diferentes de entender nossa relação com os outros”. Mas há sim formas diferentes de amar.
O amor por nossos familiares é o primeiro contato que temos com este sentimento.

O amor por nós mesmos, amor este que nos propicia muitas conquistas e realizações desde que em equilíbrio.

O amor platônico onde o outro é a causa de todas as alegrias e tristezas, mas nem imagina que faz parte desta história. Há um tempo atrás no consultório uma criança que em um determinado contexto me disse: “Esta é minha namorada”, apontado para uma foto em seu álbum, e eu lhe respondi: “É mesmo e ela já sabe?”. E a resposta que já esperava por sua faixa etária foi objetiva e rápida: “É claro que não”. O que faz pensar sobre a pureza daquele sentimento infantil e a refletir este amor ilusório que não deixa de ter o seu encanto, pois é insano diante de alguns olhos, mas que naquele momento é o que preenche aquele coração que acredita estar amando. 

O amor “carnal”, em que as pessoas se atraem como a um imã e que em uma fração de minutos encontram as formas mais peculiares de se vincularem e viverem aquilo que naquele momento é tudo o que se tem foco. Nada mais existe, se não aquele que está ao seu lado. Tudo é verdade, mesmo que seja repleto de engano. E quem é que se preocupa em ter razão?
O amor como “moeda de troca” onde só se ama se algo lhe for ofertado. O amor egóico que não confia, apenas quer o retorno do que investiu. É o que dizem que quanto mais se recebe, forma esta de enxergar este sentimento para aqueles que ainda estão neste patamar evolutivo.

O amor construtivo, parceiro, que deixa ir para ver a felicidade do outro e que sabe que se ele voltar é porque de fato fez a sua escolha, é aquele que se compartilha, que o respeito é permanente e vivo. O amor que não concebe a posse e o apego. É este que estamos caminhando passo a passo para de fato aprendermos. Onde é preciso ter calma para incorporá-lo dia a dia, pois a mudança se faz através de um processo que necessita de consciência e perseverança, e que ainda esta nova forma de amar é parte da evolução humana no que diz respeito a mais nova forma de amar.

Diz Hélène Françoise: “Ser a favor de todas as formas de amor é aceitar que todos amem, e que possam ser amados sem moralismo ou hipocrisia, todo amor vale a pena, todo amor é verdadeiro, todo amor tem seu valor”.

Permita-se fazer sua opção, apenas amar da sua forma, do jeito que mais lhe convém no seu momento, ignore os julgamentos. Seja você, faça diferente, ouse, siga seu coração. Afinal cada um fala o que quer e só ouvimos o que ecoa dentro de nós.

Feliz de quem se permite amar e viver exatamente o que deseja, que entende que mergulhar no mais profundo do seu ser e resgatar o amor por si mesmo, abrirá as portas para que o amor pelo outro flua em sua vida.

Silvia Ligabue

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Psicóloga e Coaching em Bem-estar. Palestrante de temas motivacionais, comportamentais e escritora. Autora dos livros "Faça Escolhas, não terceirize sua vida” e "Foque em você, uma reflexão diária!" lançados pela editora Autografia.

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