por Paulo Bregantin

Aprenda a viver em grupo

Sem a conscientização que vivemos em grupo, ou seja, somos interdependentes e dependentes uns dos outros. O não entendimento disso torna a vida um caos, pois cada pessoa se acha no direito de viver e desrespeitar a outra pessoa.

Viver na interdependência ou dependência tem como nome a mutualidade, sim, vida mútua é aprender sobre direitos e deveres individualizados e ao mesmo tempo a coletividade nas ações do ambiente que vivemos.

Mas, quando aplicar a mutualidade? Quando viver a interdependência e dependência? Respeitando as leis e colocando em prática a conscientização de que não vivemos sozinhos no mundo e nos ambientes que frequentamos. 

Colocar a culpa nos governantes, nos políticos e ou nos outros é sempre a saída que utilizamos quando não queremos viver a vida dentro do que chamamos de mutualidade, pois temos como “mania” falar que a culpa é da “sociedade”, mas o que é a sociedade? 

Sociedade é o ajuntamento dos sujeitos, ou seja, somos nós mesmos. É igual quando colocamos a culpa no “sistema”, tipo, “caiu o sistema”, o que significa isso? Bem, por trás de qualquer sistema, sociedade, autoridade, ou seja, lá o que for, existe uma pessoa. Sempre existe uma pessoa cuidando disso ou daquilo. Nada acontece sem que uma pessoa esteja envolvida, isso para o bem o para o mal.

Mutualidade é viver o princípio: Gentileza gera gentileza ou Maldade gera Maldade. Tudo depende e sempre dependerá das ações individualizadas que mudarão as decisões coletivas. O indivíduo vem antes do coletivo, não ao contrário. Pensar coletivamente é pensar no indivíduo. Sobre isso teremos que entender a diferença entre Individuação, individualista, individualização. O primeiro busca o Ser interior e autoconhecimento. O segundo é o que pensa somente em si mesmo. O terceiro é um processo das pessoas que são regidas muito mais pelos medos e fraquezas, com isso, gerando o isolamento. 

Como desenvolver essa capacidade de mutualidade?

Creio que para respondermos essa questão é muito importante salientarmos que dentro da visão que tenho de mundo e vida, tudo tem solução e uma saída apropriada.
 
Tudo que passamos ou sentimos ou vivemos, tem na essência o desejo de aprendizado e desenvolvimento, a isso, chamamos: Amor Incondicional – que é a instituição do novo reino, conforme falamos acima.

A busca então é para aprendermos e desenvolvermos esse Amor Incondicional. Sim! Um amor que tudo suporta, um amor que tudo aceita, um amor sem preconceito, um amor sem o modelo de amor que conhecemos, um amor que não busca nada em troca, um amor sem barganhas, um amor sem crise de ser amado, um amor que busca o bem do outro, um amor que nos leva a refletir antes de qualquer ação, um amor que renova as energias para vivermos, um amor que nos remete a profunda busca do próprio Eu, um amor que nos liga com o Próprio Deus, um amor singular, que não parece com nada, um amor que surge sem sabermos da onde, um amor que se satisfaz em si mesmo, um amor que faz-nos viajar para dentro (passado) e para fora (futuro) e nos permite alegria no agora (presente), um amor onde nossas faculdades mentais são aclariadas com simples ações e gestos, um amor difuso, onde todos e tudo pode participar, um amor tradicional e moderno, um amor incondicional.
 

 

Creio que com simples ações poderemos viver o que citamos acima:
 
1-   Aprenda a perdoar as pessoas a sua volta.
 
2-   Exercite a paciência com você mesmo e as outras pessoas.
 
3-   Acredite nas mudanças, sejam elas quais forem.
 
4-   Busca a sensibilidade entre você, natureza e as outras pessoas.
 
5-   Crie um ambiente saudável onde você estiver.
 
6-   Seja você mesmo, desde que não atrapalhe os outros.

 

Paulo Bregantin

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Mais de 25 anos dedicado ao cuidado de pessoas, sendo Psicanalista Clínico e escritor com várias obras publicadas. Atua nas redes sociais como dono, gerenciando a página Paulo Bregantin e o Grupo Psicanálise Integrativa.

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