por Selma Godoy

Como saber o que é bom para si mesmo – Parte 1

O ser humano tem buscado o entendimento da vida e do universo desde a antiguidade, mas só há pouco tempo surge a ideia de olhar para si mesmo. Ainda hoje, a observação do que se passa na cabeça e das reações disso, é coisa para uns poucos privilegiados.

Infelizmente para o inconsciente coletivo, é uma minoria que se propõe a disciplina da meditação ou algo parecido. Mas, cá para nós, uma decisão tomada sem observação, é como dar um tiro no escuro. Pois é, mas as pessoas acabam caindo nesta armadilha, baseando-se em suposições fora da realidade.

Aliás, alguns conselheiros do “pensamento positivo” costumam usar este jargão: “Se algo já foi realizado, você pode fazer!”. Porém, muito embora tenhamos “potencialmente” possibilidades infinitas, mesmo um sujeito movido por uma vontade férrea e inteligência não possui garantias.   

"Na vida, como na confecção de um bolo, há a necessidade de uma série de comportamentos e habilidades para se conseguir bons resultados"

Imagine que você quer fazer o bolo “Floresta Negra”. Para que este bolo saia em ótimo padrão de qualidade de acordo com a tradição, você vai precisar de ingredientes frescos e de boa procedência, nas medidas recomendadas. Da assadeira na medida certa devidamente preparada ao forno nas temperaturas e nos períodos de tempo bem coordenados. Cada um dos procedimentos na ordem, no tempo e da maneira correta. Recheio e cobertura meticulosamente preparados com todos os complementos como cerejas ao marrasquino e raspas de chocolate. Detalhes como separar e bater claras em neve, colocar espátulas no freezer para o chantilly, retirar bolhas de ar da mistura ou saber descolar o bolo da fôrma sobre o fogo serão imprescindíveis para que tudo saia perfeito. Se todos os procedimentos técnicos forem observados você terá 100% de certeza de obter um bolo de qualidade profissional.

A boa notícia é: na vida, como na confecção de um bolo, há a necessidade de uma série de comportamentos e habilidades para se conseguir bons resultados, em níveis de detalhes preciosíssimos. Porém, a despeito de anos de aprimoramento e dedicação que você possa ter, ainda não é o suficiente para garantir que, pelo fato de alguém ter obtido sucesso, você seja capaz de fazer o mesmo. As perguntas que devem ser feitas são: Seu objetivo realiza sua alma? Faz parte do seu percurso de crescimento? Ah, e tem mais! Você está pronto para o sucesso tendo criado todas as condições de excelência para isso? Se as respostas forem positivas vividamente e corporalmente sentidas, você terá a certeza!

Muito embora, você certamente ouviu falar de gente que após ter chego lá, depois de esforços inimagináveis obviamente, e de ter pago todos os preços, se dar conta de que o resultado não trouxe realização, pois a alma não estava preenchida.

Nas próximas semanas daremos continuidade a este tema respondendo as perguntas sugeridas: Se cada um de nós é único e passa por situações, momentos e contextos diferenciados e em constante mutação, como seria possível conduzir a vida de uma maneira confiável? Como criar uma estratégia de orientação que nos dê segurança? Ou seja, como diferenciar o que é bom ou ruim especificamente na sua situação?

Puxa! Criei um suspense, não é? Mas o assunto realmente rende. E você vai ter nas mãos técnicas fantásticas que farão de você uma pessoa que tem domínio sobre si e sobre os desafios da vida

Confira também: Parte 1 • Parte 2 • Parte 3

Selma Godoy

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Terapeuta de Aconselhamento. 20 anos pesquisando Espiritualidade, Comportamento e Psicologia.