por Selma Godoy

Dando um “upgrade” na autoimagem - Parte 2

Hoje vamos esmiuçar os fundamentos de uma boa autoestima. Cada um destes itens merecem renovadas reflexões, pois são instrumentos fabulosos de crescimento e harmonização.   

A auto-observação é o primeiro passo para uma vida consciente. Observar a si mesmo possibilita a criação de um arsenal de pontos de vista, que nos tornarão flexíveis. Com um leque maior de posturas e respostas, acabamos por desenvolver a lucidez. Este tópico já foi abordado no artigo “Aprenda a observar de forma diferente”.

O segundo passo é a autorresponsabilização: que é uma forma de sair do lugar de impotência para retomar o poder. Veja bem, não é culpar-se por tudo que acontece, é saber que de alguma forma você tem criado seu destino e por este mesmo motivo você pode criar resultados melhores. A afirmação diante de cada situação da vida:  “Fui eu que fiz!”, traz para si o poder e a autovalorização - Se você reconhece seu potencial de criar, ainda que seja algo insatisfatório, você adquire autoconsideração e valor, fator fundamental para a prosperidade - Este tópico foi abordado no artigo “Aprenda a disciplinar sua mente”.

"Aceitar não é concordar, é criar uma disposição para transformar seus pontos fracos"

O terceiro passo é a aceitação. Tendo observado, encarado sua realidade e se responsabilizado é condição indispensável que aceite suas circunstâncias para poder transformá-las. Aceitar não é concordar nem se resignar, é sim criar uma disposição de paz com a conjuntura para poder confrontar e transformar seus pontos fracos.

Aí tem uma questão que pode ser enganosa: não sabemos exatamente quais são nossos pontos fracos. Quando temos a intenção de “melhorar” acabamos por fazer o inverso. Achamos que ser uma pessoa madura é se tornar compreensiva, paciente e caridosa com os outros e não é nada disso. Cada um tem um temperamento que pode ser aprimorado, mas este aprimoramento deverá começar  de si para si. Daí sim o tratamento que se dará aos outros evoluirá naturalmente. 

Tornar-se uma pessoa madura tem a ver com estar atento às próprias necessidades, percebendo que a vida social exige ser esperto e lúcido para não se deixar invadir e manipular.
Não adianta tentar melhorar nada lá fora! “Quando você se acerta por dentro as coisas de fora, o ambiente, as pessoas e as situações se consertam!”.

Francamente, esta é uma das grandes chaves para a transformação de nossas vidas! 

Na próxima semana, vamos reforçar estes pontos de conscientização através de um exercício bem bacana! Enquanto isso vá repetindo para você mesmo a cada situação da sua vida: “Fui eu que fiz isto também!”.

 

 

Confira também: Parte 1 • Parte 2 • Parte 3 • Parte 4 • Parte 5 • Parte 6

Selma Godoy

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Terapeuta de Aconselhamento. 20 anos pesquisando Espiritualidade, Comportamento e Psicologia.