por Silvana Giudice

Divórcio: em que momento nos perdemos?

Estamos diante de um misto de sensações - sentimento de revolta, incapacidade, tristeza, mágoa, raiva, pena de si mesmo.... Onde eu errei? Onde ele errou? Em que momento não percebemos que estávamos nos abandonando? Queremos respostas! A cabeça vai a mil querendo encontrar justificativas. Que tormento!

A verdade é que em algum momento do tempo e espaço nos perdemos. Deixamos de sonhar os mesmos sonhos, de andar na mesma direção, de viver a mesma história. O dia a dia, as crianças, as preocupações, a rotina... Acontece com muita gente, normal, mas dói, e como dói quando é com a gente!

Não é simples, não é fácil. Além de sentimentos confusos e do medo do futuro, ainda temos as coisas de ordem prática e legal, a vida financeira, as dívidas, os compromissos, os filhos, a divisão de bens, a casa, o carro, o cachorro, os amigos. Aliás, até os amigos entram muitas vezes na dança destas divisões.

São muitos detalhes para pensar, assimilar, resolver.... Tanta coisa envolvida que pode até parecer em um primeiro momento que não teremos nem força nem capacidade para suportar tudo que vem pela frente! Mas, na verdade, temos SIM!

É preciso primeiro reconhecer em que ponto real chegamos. Tentar uma reaproximação é válido se você sente que o outro realmente está disposto a isso. Mas, se o outro diz claramente que o amor acabou, ou que está apaixonado por outra, convém ir fundo na busca interior em vez de tentar salvar o casamento.

A negação é crucial, machuca, dilacera, maltrata. Não aceitar que o outro deixou de te amar dói, mas viver tentando a ressurreição do mesmo é ainda pior quando os sinais são claros de que terminou! É triste ver de um lado um tentando seduzir, e em contrapartida receber desprezo, pouco caso, frieza ou completa indiferença. O amor é lindo, mas o amor-próprio deve ser maior do que tudo. Não se esmere em agradar quem não te enxerga.

Deixe partir se a relação chegou a esse ponto. Quanto mais cedo reunir forças para isso, melhor! Pegue o "touro a unha" e reaja, aja! Reúna forças e não se coloque como vítima nem coitada, porque você não é. Trate-se com carinho porque você pode estar fechando o último capítulo de uma fase, mas possivelmente se preparando para o prefácio de uma outra nova e emocionante história.

Silvana Giudice

+ artigos

Paulistana, formada em pedagogia e Terapias Holísticas. Trabalho com Tarô há mais de quinze anos. Acredito que é uma das ferramentas mais poderosas para a autoconsciência. Com o tarô você tem a chance de desenvolver suas próprias escolhas e jornada de vida. Eu leio e interpreto as cartas, mas é você quem escolhe seu destino ou vocação. O Tarô inspira, orienta, aconselha, abre novos horizontes e perspectivas diferentes para vários fatores da sua vida. Sejam questões profissionais, amorosas ou na realização pessoal.

Atendimentos, aconselhamentos e conversas via e-mail.