por Silvia Ligabue

Filhos precisam ser educados para terem sucesso

Gostaria de pensar um pouco sobre ética e liberdade de escolha e compartilhar com vocês.

Com Kant, filósofo alemão (Séc. 18- 1724-1804), a ética sofre grandes transformações, e é evidenciada uma relação entre liberdade, moralidade e responsabilidade.

No século 20, com o existencialismo ocorre uma diferença essencial deste entendimento, onde, nada nos identifica antes de construirmos a nossa própria identidade. E esta construção se dá através do processo de nossa existência, que é um processo de identificação.

Dando um salto até a contemporaneidade, que é o momento que vivemos hoje, entendemos que somos bombardeados por valores impostos pela globalização e por isso nossa existência tem ausência de identidade, logo nos identificamos não como indivíduos, mas com os valores que nos é oferecido. Com isso o que escolhemos não vem dos parâmetros da nossa liberdade. Recebemos um embrulho que contêm como devemos nos comportar para atingir esta falsa felicidade, que nos é apresentada contendo a ideia de como devemos viver.

Refletindo ainda, a ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para nos comportarmos nas nossas relações com a sociedade em que estamos inseridos.
A liberdade é fundamental para fazermos nossas escolhas com base na ética e nos responsabilizarmos por elas. 

É a disciplina do que consideramos certo ou errado, bom ou mau e vem do grego Ethos, que quer dizer costumes, hábitos.

E se são estes princípios ou valores que passamos aos nossos filhos, devemos nos atentar na relação que estabelecemos entre o que se verbaliza e o que se realiza na educação dos mesmos.

Ensinar o seu filho que mentir não é correto e por exemplo, o dia que você não quer falar com determinada pessoa e pede que ele diga que você não está em casa, certamente gerará no mínimo uma confusão entre o que realmente é certo ou errado. Ou ainda se ele não estudar para uma prova e você justificar sua ausência na mesma como uma desculpa na escola, também não estará lhe dando a ideia de valores adequados ou não.

 

Como bem coloca Dalai lama em sua citação:

“Constato que, de modo geral, as pessoas cuja conduta é eticamente positiva são mais felizes e satisfeitas do que aquelas que se descuidam da ética”.

        

Uma outra questão para nos atentarmos sobre a possibilidade de o seu filho ser uma pessoa de sucesso, é quanto a autoestima e autoconfiança podem contribuir. Já que a imagem que você tem de si mesmo, é reforçada ou enfraquecida pelas relações familiares e sociais. Portanto faça a sua parte como pai ou mãe. Elogie seu filho pelos esforços alcançados e o ensine aquilo que não é considerado certo. Valide seus potenciais, respeite-o como um ser em aprendizagem constante que como todas as pessoas está sempre tentando acertar. Em contra partida lhe ensine quando não está acertando.

Cuidado com as comparações, elas não ensinam e sim contribuem para acabar com as peculiaridades de cada pessoa, podendo ainda eliminar os potenciais natos de cada uma. 

Críticas devem ocorrer se forem construtivas, com respeito, carinho, com interesse para que o outro aprenda e não destrutiva porque você está irritado e acaba por agredir e humilhar por exemplo.

Equilibre amizade e autoridade para criar seu filho, afinal é importante que ele tenha consciência de que as hierarquias existem e que sua função como pai ou mãe é a de educá-lo. Amigos manifestam suas vontades de forma contínua, mas nas relações entre pais e filhos, é necessário responsabilidade por este papel que você desempenha. 

Se não ficar claro para a criança a figura forte de seus pais, é provável que ela assuma o controle das situações que está vivenciando nesta relação.

É muito importante que você repense o que significa o “não” para você e assim possa dar limites para que seu filho cresça entendendo que nem tudo pode, pois se ele não aprender com você, terá muita dificuldade de trabalhar suas frustrações quando se tornar um adulto.

Acredito que

“Dizer não a um filho deixa de doer quando entendemos que o que está por trás desta atitude não é uma negativa, e sim o convite firme para que ele siga uma nova direção. Dizer não também é amar!”.

 

Ofereça o que ele precisa, nada além. Ele precisa entender que suas conquistas dependem de seus esforços. Não temos nada na vida sem que busquemos, colhemos o que plantamos.

Esteja a seu lado em momentos simples ou especiais para que se sinta importante. Quando minha filha era adolescente, queria que ela tivesse seus momentos para que me contasse tudo o que lhe fosse importante e criamos alguns acordos conjuntas. O de jantarmos a cada quinze dias fora de casa para conversarmos, de viajarmos uma vez por ano, só nós duas. De levá-la a escola ou buscá-la todos os dias. E hoje já com 25 anos, continuamos com quase todos estes hábitos, pois são momentos muito especiais para nós.

Não tenha medo de educar seu filho, pois com certeza você estabelecerá uma relação de confiança, respeito, para que os laços afetivos se tornem cada vez mais fortalecidos e que sejam futuros adultos realizados e prósperos nas diversas áreas de suas vidas. 

Silvia Ligabue

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Psicóloga e Coaching em Bem-estar. Palestrante de temas motivacionais, comportamentais e escritora. Autora dos livros "Faça Escolhas, não terceirize sua vida” e "Foque em você, uma reflexão diária!" lançados pela editora Autografia.

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