por Silvia Ligabue

Na alegria e na tristeza? E por que acabou o amor?

Brigas constantes, desinteresse sexual, chegar tarde em casa com frequência para não conviver? São estes alguns dos motivos que sinalizam o fim do amor numa convivência diária.

O que acontece com o fim do amor pós-casamento?

Esta pergunta fiz para algumas pessoas que fui encontrando ao longo de anos desde que comecei a trabalhar com casais.

Ouvi várias respostas e cito aqui algumas delas.

Me recordo de que ouvi um homem de 45 anos que estava muito desapontado quando nos encontramos numa reunião de amigos — estas depois que ficamos muito tempo sem encontrar as pessoas. Ele me disse quando lhe fiz esta pergunta, já que havia se separado a pouco tempo: “Não sei o que acontece com o amor. Só sei dizer que, antes de me casar, a balança pendia para o lado em que tudo era maravilhoso. E que ainda todo o amor que sentíamos um pelo outro, e que não era pouco, foi se acabando como água no sol forte, evaporara constante e rapidamente.

Um outro colega presente colocou-se em seguida: “O meu acabou com o nascimento do nosso filho, pois a atenção era única e exclusiva para ele. O que me fez sentir como se eu houvesse apenas colaborado com seu objetivo de vida e que ela não precisava mais de mim. Já estava obsoleto, de uma forma bem mais tranquila, brincando com a situação.”

Outro dia ouvi de uma pessoa que ainda estava casada que o amor no casamento é uma lenda e que as pessoas insistem em tornar realidade. Que com isso só vão se frustrar. É melhor aceitá-lo como é, pois ele se transforma em amizade com o tempo.

Uma cliente me procurou a alguns anos e me disse que, a partir do momento em que seu marido passou a criticá-la por tudo o que fazia, começou num primeiro momento a acreditar que não fazia mais nada direito e com o tempo aquilo passou a ser só um sinal de que o amor entre eles estava se acabando. E que, apesar do pouco tempo, queria ter forças para encerrar este relacionamento da melhor forma possível.

É claro que o amor não acaba por situações isoladas, como as descritas aqui, mas por um conjunto delas. O amor é sempre um tema refletido por pensadores, religiosos, leigos e outros.

Sempre há muitas explicações, muitas controvérsias, reflexões claras, outras um tanto confusas, mas o fato é que ele é discutido porque é o centro da vida humana. Move relações saudáveis, traz a cura emocional, afrouxa corações apertados, sintoniza pessoas. Há muitas definições e muitas explicações de como ele chega e como se vai.

E é sem duvida considerado por muitos o maior dos sentimentos. E usado das mais variadas formas: “Amo meu pai”, “Amo andar a cavalo”, “Amo esta musica”. Essa é a força que possui este sentimento, que retrata tudo que tem um grande significado ou sensação para a pessoa.

Precisamos do amor e precisaremos dele enquanto vivermos. A necessidade de nos sentirmos amados se dá desde que chegamos neste mundo, nas relações que estabelecemos com nossos modelos — como pai, mãe ou quem quer que desempenhe este papel em nossas vidas.

Sentir que não somos amados e a falta deste amor é inaceitável para o psiquismo humano.

Vale ressaltar que amar ao outro não é algo que fazemos apenas acolhendo ou só elogiando. É preciso dizer “não” algumas vezes, pois o “não” como mudança de direção é uma forma de cuidado. Não é porque te amo que tenho que aceitar tudo o que você diz ou faz.

A forma de dizer isso é o que faz a diferença nas relações amorosas.

Dizer “sim” a tudo também leva o outro a sentir-se confuso, se o que ele apresenta é o melhor ou se a pessoa não tem a própria opinião. É isso que leva muitas vezes as pessoas a se desmotivarem de suas relações e o amor a deixar de existir.

Há ainda muitos fatores advindos do mundo moderno que podem levar ao fim deste valioso sentimento, como o estresse constante do dia a dia, a perda de emprego, a falta de equilíbrio financeiro e muito mais.

São situações que vão minando dia após dia as relações e que, quando o casal se dá conta, não é mais possível fazer o caminho de volta.

Pode-se acabar com o amor quando se cria muita expectativa em relação ao parceiro e quando ele não a corresponde. A frustração é enorme e nada mais se consegue fazer para sanar esta situação. Ou ainda com o uso constante do famoso: “Se fosse eu, faria…”. É o excesso de críticas que vai devastando a relação a dois.

Na visão do filósofo Sócrates, amar é desejar. Ou, ainda, quando o desejo acaba, o amor finaliza.

Sendo o amor o pilar de sustentação de muitos relacionamentos, quando esta relação não flui mais, temos um sinal de que o amor provavelmente acabou.

Ficam aqui estas informações com o objetivo de levar o leitor a refletir onde está em seu casamento e o que poderá fazer para chegar num lugar melhor, se ainda o desejar, ajudando-se mutuamente e, se não for possível, buscando o auxílio de um profissional especializado.

Deixo, para finalizar esta reflexão, a fala de Platão: “O amor, para permanecer o mesmo, deve mudar sempre”.

Silvia Ligabue

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Psicóloga e Coaching em Bem-estar. Palestrante de temas motivacionais, comportamentais e escritora. Autora dos livros "Faça Escolhas, não terceirize sua vida” e "Foque em você, uma reflexão diária!" lançados pela editora Autografia.

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