por Maristela Vallim

O que é autoestima?

Para ampliar a compreensão a respeito deste conceito é importante esclarecer o que se entende por "estima".

Definição: 
De acordo com a maioria dos dicionários, "estima" é algo a que atribuímos algum valor subjetivo, aquilo que gostamos e que nos é bastante familiar; que sentiremos falta em caso de perda. Sendo assim, “autoestima” pode ser entendida como a autovalorização.

Isto abre outra questão: O que é valorizar-se?

Resumidamente, valorizar-se é conhecer as próprias qualidades e habilidades, buscando utilizá-las em benefício próprio e/ou alheio. Isto também envolve conhecer suas limitações, suas barreiras, seus defeitos, buscando formas de ajustá-los.

Autoestima elevada e rebaixada
Se consideramos que a autoestima se relaciona com a autovalorização, um rebaixamento dela pode indicar autodepreciação, ou ausência de avaliação coerente. Nesta fase as pessoas tendem a ser dependentes da opinião alheia, sem vontade própria, buscando valorizar e apreciar prioritariamente as qualidades alheias em detrimento das suas, podendo inclusive, delegar a tomada de decisões a terceiros. A capacidade de apreciar a si e ao outro está prejudicada.

Já a autoestima elevada implica em poder de decisão, julgamento e senso crítico. Os indivíduos nessa fase geralmente conhecem suas qualidades e buscam a superação de suas limitações; a correção de seus defeitos e a compreensão acerca das dificuldades alheias. A capacidade de amar e valorizar o outro está preservada.

Indicadores
Autoestima não é um conceito estático, ao contrário, sofre oscilações, modificando-se de acordo com o contexto, com o momento de cada um. E isto é absolutamente normal. Somos seres humanos com habilidade de modular nossos sentimentos.

Não existe uma fita métrica para medir autoestima e indicar se está baixa ou alta. Cabe a cada um a própria avaliação, e valorização, antes que os outros a façam. Muitos conflitos poderiam ser evitados se algumas pessoas não esperassem que esta aprovação viesse do meio externo.

Mitos
Infelizmente, existe em nossa sociedade a tendência de vinculação da aparência à autoestima. Porém, isto não tem relação alguma. O simples fato de alguém não seguir as tendências da moda, ou uma "aparência padrão" não indica (em hipótese alguma) o rebaixamento da autoestima. O oposto também é válido: o fato de alguém estar dentro dos "padrões da moda" não indica boa autoestima, mas ao contrário pode ser uma bela máscara!

Conclusão
Cabe somente a você colaborar para a elevação e estabilização da sua autoestima, buscando formas de autovalorização e ampliando o conhecimento sobre si mesmo. É você que deve dizer ao mundo do que gosta, do que não gosta, quando e como agir.

Mas se a tomada de decisões sobre a sua vida for algo muito difícil busque apoio emocional. Este é o primeiro passo para o resgate da sua autoestima.

 

Maristela Vallim

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Psicóloga com atendimento em crianças, adultos e idosos. Áreas de ênfase: Processos de aprendizagem, dificuldade de relacionamentos, depressão entre outros.