por Guilherme Teles

O jogo do amor

Parece que os dias são cada vez maiores e iguais. A tristeza é uma rotina e, desde que você se foi, as coisas não estão fáceis... o azul do céu já não é mais tão bonito, a comida perdeu o gosto e o latido do cachorro do vizinho já não soa mais tão legal como outrora.

Tudo é vazio, sem sentido e pequeno porque você não está junto comigo. Bem, esses dias fiz apenas uma coisa, senti a sua falta... Saí dirigindo pelas ruas te procurando, mas as ruas me trouxeram para cá, o lugar este onde perdi meu sentimento, perdi minha alma. Eu deixei de ser aquilo que era, estou abrindo mão de ser o que sou para tentar ser o que queres que eu seja.

Eu começo a pensar em que momento te perdi, qual foi o ponto preponderante para a nossa separação e percebo o quanto foi mesquinho da minha parte, em pensar apenas na minha felicidade. Essas coisas me conduziram a nada e me fizeram correr atrás do vento. Será que foi isso?

Acho que sufoquei as expectativas que existiam entre nós. Espero que a vida me perdoe por aquilo que eu fiz. O meu coração sempre me faz parecer um babaca e eu acabo escorregando em minhas atitudes mesmo tendo as melhores intenções.

Embora todos joguem o jogo do amor, acho que não estamos preparados para vencê-lo. Não importa a idade, o desafio é igual pra todos e jogado todo santo dia. Eu confesso que ainda não consigo jogar nem no level easy.

Por assumir não estar preparado para o jogo, acho que já sei a razão pela qual eu te perdi e a resposta é: eu não perdi, pois não se pode perder aquilo que nunca possuiu. É isso mesmo, nunca tive amor, mas já amei. Só que talvez tenha amado da maneira errada, acho que o sentimento sempre foi uma via de mão única.

Dizem que o primeiro passo para consertar um erro, é assumi-lo. Eu estou assumindo que não soube amar, será que a partir de agora as coisas mudam? Acho que já está na hora ganhar esse jogo!

Guilherme Teles

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Um futuro publicitário que pensa que sabe escrever, flerta com a música em seus momentos de lazer e adora humor. É o tipo de pessoa que ainda acredita na bondade do ser humano e na felicidade baseada nas coisas simples da vida.