por Aline Carnicelli

A sua liberdade termina quando começa a do outro

Sempre que eu sento para escrever eu já tenho um tema em mente e o texto quase pronto na cabeça, mas toda vez alguma situação vivenciada nos dias passados me fazem fugir completamente do roteiro e dessa vez não foi diferente.

A bola da vez seria a quaresma, afinal, nós espiritualistas sabemos que nessa época as energias são mais pesadas, a gente passa o tempo todo por situações que parece que acontecem só para testar a nossa paciência, é uma época difícil mas sabemos que passa.

O que tem me incomodado muito mais do que a quaresma, e que ao meu ver vai bem ao encontro com o meu último artigo, é o bom senso, ou, a falta dele. Quando decidi no último momento falar sobre isso, fui até o dicionário pesquisar o que significa bom senso e lá estava: Capacidade de pensar e de sentir, entre outros. Então tá, se bom senso é a capacidade de pensar me pergunto, o que está

acontecendo com a humanidade? Estamos perdendo a capacidade de pensar? E muito pior, estamos perdendo a capacidade de sentir.

Estamos vivendo em um mundo em que as pessoas querem se dar bem em todas as situações a qualquer custo, elas querem sempre estar por cima, mas não por se acharem merecedoras, porque a falta de amor próprio nessas pessoas que não têm o mínimo de bom senso é tanta que estar por cima, se dar bem, é o jeito que elas encontram de dizer "vejam, eu consigo; olhem para mim, eu estou aqui", enquanto elas mesmas não se olham, não se aceitam e acreditam que precisam agir dessa forma para chamar atenção.

Essas pessoas já deixaram de sentir há muito tempo, de SE sentir. A culpa? Podemos culpar a sociedade, a cultura, os pais, na real, podemos culpar até o Papa se quisermos. Se existe algum culpado, não adianta saber agora, as pessoas perdem muito mais tempo culpando as outras do que resolvendo o problema.

Está na hora de acordar, você não precisa provar a sua capacidade para ninguém, pare de querer chamar a atenção das pessoas que isso é chato, as pessoas se cansam, pare de invadir o espaço do outro, isso não vai fazer ninguém gostar mais de você. Tenha bom senso.
Quando a pessoa estiver sentada no computador, não queira saber o que ela está fazendo, se ela quiser te mostrar ela vai fazer isso.

Não mexa naquilo que não é seu. Não aponte o erro do outro, deixa que ele se resolva. Quando a pessoa estiver conversando com alguém não fique grudado escutando a conversa. Se ouvir um não, não faça birrinha, não aja com uma criança imatura, que você não é. Não abrace alguém quando estiver suado, seu corpo libera odores e isso é natural, mas ninguém é obrigado a sentir.

São coisas simples que farão com que as pessoas te enxerguem com outros olhos. É entender que tudo nessa vida tem limites, você pode fazer com a sua vida o que bem entender desde que não afete outras pessoas.

Pense nisso! Não dói, eu juro!

Aline Carnicelli

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Formada em comunicação social, começou a se interessar por espiritualidade ainda muito nova. Hoje tem um espaço esotérico onde trabalha como terapeuta holística.
É mestre de reiki, consultora feng shui e dirigente espiritual de um templo de umbanda.