por Suzy Reigado Ferreira

Beleza também cura – Parte 6

Dragoeiro

Uso: Seiva

Sangue de dragão é o nome que se dá a seiva da árvore dragoeiro, vegetação nativa da Amazônia, Colômbia, Peru e Equador. Esse produto, de cor vermelha intensa, é utilizado tradicionalmente pelos povos indígenas e locais para tratar feridas na pele e impedir que elas infeccionem. Entretanto, essa resina também pode ser utilizada com outras finalidades terapêuticas e medicinais.

Mito:

No mito Grego “Os 12 Trabalhos de Hércules”, o décimo primeiro trabalho de Hércules: 

As maçãs de Hespérides, é citado Landon, o dragão de cem cabeças, guardião do jardim de Hespérides (a ninfa filha de Atlas, o titã que sustenta a terra e o céu). Para cumprir seu desígnio de buscar as três maçãs douradas do jardim, Hércules vence o duelo e mata Landon e do sangue do dragão que se espalha pela terra nasceram assim as magníficas “Árvores Dragão”. Certamente a imagem da Dracaena draco inspira tais lendas e, o local onde o jardim foi citado, uma ilha além das montanhas Atlas (no Marrocos), indica realmente que a árvore é de fato a base desse mito. A rica e vermelha seiva da espécie, que sugere o sangue, com suas propriedades místicas tem sido há séculos usada em práticas de magia.

A espécie é endémica das Ilhas Canárias, Madeira e Cabo Verde, sendo que poucos indivíduos ainda ocorrem em seu habitat, principalmente nas Ilhas de Tenerife e La Palma, crescendo na baixa e seca vegetação das montanhas rochosas de baixa altitude da ilha.
 
Os dragoeiros, cuja goma ou seiva escorre quando sangrados em estação própria produzindo a goma chamada Sanguis Draconis, que é muito conhecida dos farmacêuticos e é usada na arte médica. Há um processo que consiste em cortar os ramos na estação própria quando a goma ou suco corre e fervê-los em água para separar a goma, mas ela não é tão clara nem creio, tão boa como a outra. Ilustra a sua descrição com uma gravura muito curiosa, com a seguinte legenda: “Um pote para receber a goma que goteja da árvore”.

Propriedades medicinais:

Tratamento para a pele: age contra coceiras, picada de insetos e inflamações.
Envelhecimento: Apresenta alta concentração de antioxidantes, o que torna o produto eficaz para retardar os sinais de envelhecimento e regenerar as células.
Úlcera: A capacidade regenerativa e cicatrizante da seiva trata úlceras gástricas, ajudando a reconstruir a estrutura do estômago e reduz a chance de a doença voltar a se desenvolver.
Antisséptico e antiviral natural: A combinação de substâncias da seiva inibem ou reduzem o desenvolvimento de alguns tipos de vírus, como alguns tipos de herpes, hepatite e influenza (um dos vírus da gripe).
Diarreias: Também é capaz de conter diarreias comuns e desencadeadas por infecções.
Coração: É bem conhecida a correlação entre consumo moderado de vinho tinto e o consumo da dragoeira, bastante rico em antocinaninas e outros flavonoides, com a diminuição estatística do número de patologias cardíacas. 
 
Posologia: 

Uso externo
Para passar sobre ferimentos leves, dilua 10 gotas da seiva em 100ml de soro fisiológico e borrife sobre a área duas vezes ao dia.

Para utilizar em cremes contra dores, inflamações ou cosméticos, dilua cerca de 30 gotas de sangue de dragão em 100g de creme neutro e aplique sobre a pele uma vez ao dia.

Uso interno
Para obter a ação antioxidante da resina, consuma 3 gotas por dia. O tempo recomendado de uso contínuo varia de 14 a 30 dias. O uso prolongado e excessivo desse produto pode causar reações adversas.

Confira também: Parte 1 • Parte 2 • Parte 3 • Parte 4 • Parte 5 • Parte 6

Suzy Reigado Ferreira

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Terapeuta Naturista, numeróloga presta assessoria em mapas pessoais e empresariais. Psicoterapeuta com especializações em: Acupuntura, Florais, Massagens Terapêuticas, Estética, Cromoterapia e Reiki. Formação Acadêmica Licenciatura Plena Artes Plásticas (FAAP). Diretora de Arte, Ilustradora de livros didáticos e paradidáticos e Professora de Mandalas.