por Giuliana Alves

Da terra ao chá

Nos primórdios da humanidade, as mulheres tinham o conhecimento para colher e utilizar as ervas passado de mãe para filha. No Egito, eram utilizados banhos aromáticos, e os soldados romanos levaram esse costume para Roma após a invasão do Egito. Os chineses utilizavam ervas inusitadas na culinária, e na Bíblia Cristã há diversas passagens ligando as ervas ao sagrado. Na Grécia e na Índia, era comum queimar ervas nos cultos a diversos deuses.

Na Idade Média, também conhecida como “Idade das Trevas”, a alimentação dos humanos em todo o mundo mudou muito, tornando-se mais restrita e inadequada. Os vegetais foram deixando de ser consumidos, a cosmética restringiu o uso das ervas e não se falava mais em suas conotações místicas atá o início do Renascimento, quando a Botânica voltou a ser estudada e as plantas catalogadas. Paracelso foi um dos principais responsáveis por resgatar o conhecimento popular e torná-lo acessível a todos. Até os dias de hoje, as plantas continuam sendo utilizadas para curar, perfumar, limpar ambientes e em rituais mágicos.

Mas por que elas funcionam tão bem?

Além das propriedades medicinais óbvias, as plantas têm “assinatura” energética, alma, e por isso seus cheiro, sabor e vibração causam efeitos no mundo material, o que pode ser facilmente comprovado por experiência prática. Quando sentimos o aroma de campos verdes ou cheiro de flores, nosso estado mental muda imediatamente. Aquele chazinho de camomila antes de dormir traz sono tranquilo, e não há quem não se sinta revigorado após tomar um banho preparado com ervas naturais, que podem ser frescas ou mesmo compradas secas. 

O alecrim, por exemplo, é uma erva muito fácil de se encontrar em todo o Brasil e tem muitas propriedades; se usado em banho, limpa todas as energias más, trazendo a sensação de renovação. Para preparar o banho, basta ferver o alecrim e depois coar, misturando água fria e jogando do pescoço para baixo após o banho de higiene. O chá de alecrim é um potente estimulante mental. Ótimo para ser tomado quando precisamos de concentração, deixa a mente focada num objetivo intelectual; excelente para estudar, aumenta também a disposição física. Por isso, é recomendado que se tome pela manhã. 

Uma sugestão para resgatar esse conhecimento ancestral e vivenciar o que estou descrevendo aqui é fazer uma pequena plantação em casa — mesmo que seja em vasinhos. O contato com as plantas e a terra faz parte de nós e, vivendo em cidades, temos poucas oportunidades de colocar as mãos na terra, de colher as ervas e preparar um chá. Experimente!

Giuliana Alves

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Instrutora de Yoga, formada em Educação Física pela FMU, e Pós-Graduada em Yoga e Cristaloterapeuta. Taróloga há 16 anos. Atualmente atendendo no Espairecer Espaço Luz e Harmonia.

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