por Giovanna Sapienza

Responsabilidade nas relações

Sempre falamos aqui sobre autoconhecimento como caminho para uma vida melhor e mais saudável. Hoje vamos tratar sobre outro assunto que também faz parte do desenvolvimento humano e da consciência, e sem ele, pode ter certeza que sua vida será bem difícil.
 
Vamos falar um pouco sobre respeito e limite, principalmente em relação às pessoas  que convivem conosco. É muito importante nos questionarmos e analisarmos até onde estamos respeitando o espaço e as decisões de nossos semelhantes. É muito fácil falarmos sobre nossos direitos e nossas opiniões, mas pouco nos perguntamos até onde estamos realmente permitindo que as pessoas com as quais convivemos, também exerçam seus direitos de opinião e decisão.
 
Para que consigamos alcançar a felicidade plena e a qualidade de vida precisamos conviver bem com nossos semelhantes, respeitando seus direitos e opiniões, como o bom e velho ditado prega: “O nosso espaço termina onde começa o do outro”. Antes de mais nada é preciso reconhecer que no outro também existe uma centelha divina, uma essência especial, que tem todo direito de agir e sentir como bem entender. Seja pai, mãe, filho, amigo, namorado ou marido, não temos direito algum de podar ou limitar as atitudes e crescimento desta alma.
 
Liberdade e crescimento
 
Por melhor que seja a intenção que carregamos, não podemos tirar o direito do outro de fazer suas escolhas e pensar da maneira que lhe é mais conveniente. O amor só existe com liberdade, e enquanto não internalizarmos estes conhecimentos, não seremos felizes e não faremos ninguém feliz.
 
O entendimento e aplicação de sentimentos saudáveis em nossas vidas é essencial para que consigamos viver bem. Quem ama cuida, mas o conceito de cuidado não pode ser confundido com manipulação. Cuidado está diretamente relacionado a doação de carinho e amor, sem esperar um retorno. Já na manipulação você faz algo para alguém esperando em troca uma ação e reação de acordo com o que você acha certo.
 
Enquanto não modificarmos nosso conceito de relacionamento afetivo continuaremos construindo relações doentias, diretamente conectadas ao ciúme e falta de respeito. Agindo deste modo, que a sociedade insiste em dizer que é normal, continuaremos infelizes e dependentes, formando pessoas dependentes e despreparadas para encararem o mundo e a vida de forma real e digna.
 
Sem dúvida, não existe nada melhor do que ter as pessoas que amamos ao nosso lado participando de nossas vidas. Estar cercado de quem amamos, nos sentindo queridos e amparados é um presente para qualquer alma vivente. Mas esta ação deve estar cercada de liberdade de escolha e força de vontade. De nada adianta termos pessoas infelizes e insatisfeitas ao nosso lado, simplesmente porque queremos e desejamos.
 
Manipular mentes para que sigam aquilo que desejamos é um absurdo, e cedo ou tarde o peso destas ações se voltarão contra você. Ninguém, em sã consciência de vida e sentimento, é feliz vendo aqueles que ama infelizes. Chega de relações doentias, presas, nervosas, que levam o ciúme como prova distorcida e desamparada de amor.
 
Todos possuem total direito de construir aquilo que acreditam, ter contato com outras pessoas, outras realidades, outros lugares e outras mentes. É um presente para a alma expandir suas relações e distribuir seus sentimentos de amizade e carinho. A fidelidade está relacionada com o amor e o comprometimento que carregamos livremente em nossos corações, e não com meia dúzia de ações incoerentes relacionadas ao cerceamento e a manipulação.
 
Reprograme seus sentimentos, mude sua vida, seja feliz!

Giovanna Sapienza

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Terapeuta Holística, Jornalista e espiritualista, fundadora do projeto Saber Pleno. Amante de arte, comunicação e natureza, já estuda espiritualidade e novos caminhos para saúde e bem estar há 5 anos. Acredita muito nas relações pessoais, nos processos energéticos e nos bons sentimentos como caminho para uma vida feliz.

Frase de cabeceira: “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.”