por Paula Teshima

Vou reencontrar meu pet quando falecer?

Seu Pet se foi? Está sofrendo e com muitas saudades dele? Gostaria de reencontrá-lo um dia? Será que você irá vê-lo após sua morte? Isso tudo são questões de uma pessoa que ainda está apegada a este mundo material. Entenda o porquê no texto a seguir.

Todos nós estamos encarnados neste mundo para aprender, crescer e evoluir mais. É através dos nossos relacionamentos com as pessoas, com os animais e com os ambientes que temos a oportunidade de curar as inferioridades da nossa alma. Uma pessoa que vive um dia após o outro, sem metas, sem planos, sem sonhos e sem brilho no olhar, não está aproveitando verdadeiramente a grande chance que o Criador lhe deu nesta jornada.

Os animais, inconscientemente, sabem que precisam evoluir suas almas. Então, eles têm pressa em reencarnar, não querem perder tempo aqui e nem no plano astral.

Milhares de animais reencarnam na Terra, vivem por poucos anos, justamente para levarem todos os seus aprendizados e experiências para o plano astral. Lá, existem diversos “bolsões” específicos para cada espécie - “bolsões de cachorros”, “bolsões de cobras”, “bolsões de leões”, etc. Nesses locais são reunidos milhares de informações, conhecimentos e experiências vivenciadas no plano material. A finalidade é a criação de uma nova espécie mais evoluída que a anterior. No caso dos cães, que atualmente é considerada a espécie mais evoluída do reino animal, eles estão constantemente se preparando para o surgimento de uma nova alma no reino hominal.

Se hoje você for jovem, há uma grande chance do seu animal lhe retornar ainda nesta existência. Ainda mais se você cuidou muito bem dele e o convívio fez com que ambos crescessem, aprendessem e evoluíssem mais. O Criador entenderá que uma nova interação será benéfica para ambos. Claro que isso dependerá do seu merecimento, abertura, nível de consciência e etapa evolutiva em que você se encontra.

Precisamos aprender a nos desapegar das coisas materiais do nosso dia a dia - carro, casa, celular, alimentação, pessoas, animais, filhos, plantas, dinheiro… São coisas que nos ajudam bastante a viver na Terra, mas temos que ter a consciência de que não levaremos nada disso após a nossa morte. Apenas os nossos aprendizados e experiências. Sua bagagem será repleta de conhecimentos valiosos ou repleta de futilidades? Nesta vida, você resolveu as pendências da sua alma ou criou mais situações dolorosas?

Se você está sofrendo muito com a ausência do seu Pet, se pergunte: “Estou sofrendo porque agora sinto muita solidão, carência e vazio no peito, ou porque eu realmente gostava da sua personalidade, do seu jeitinho de ser?”. Se você responder que é a primeira, significa que você não aprendeu a se sentir bem com si mesmo e precisa de alguém para suprir suas necessidades. É preciso se conhecer melhor e fazer sua reforma íntima. Mas se a sua resposta for a última, significa que ele te complementava, não no sentido de dependência, mas em potencializar aquilo que já havia de bom dentro do seu ser.

A preocupação mais importante nesta vida não é querer satisfazer o nosso ego, não é desejar reencontrar com um animal ou pessoa querida, mas é entender que nada é eterno e que esses seres chegam até nós com um objetivo principal: evolução em conjunto

Paula Teshima

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Escritora, Terapeuta Holística, Especialista na Espiritualidade dos Animais, Mestre em Reiki e Karuna Ki, Espiritualista Universalista há mais de 7 anos. Autora de 4 livros na área da Espiritualidade e Desenvolvimento Pessoal. Ama os animais, a natureza e práticas meditativas.