por Hellen Reis Mourao

Capricórnio e os deuses

Signo atualmente regido por Saturno (O Cronos grego). É simbolizado por uma cabra com rabo de peixe, que simboliza as águas sob a terra, ou seja, as águas subterrâneas.

Na Mitologia Grega, associava-se Capricórnio à cabra Amaltéia, irmã do deus Pã, que amamentou Zeus quando sua mãe Réia o escondeu na ilha de Creta. Como recompensa, Amaltéia foi posta nos céus como a constelação de Capricórnio.

Aleister Crowley escolheu o próprio Pã, para representar Capricórnio em sua versão do Tarot.

O lascivo Pã causa um certo estranhamento diante da imagem austera que temos de Capricórnio, que ele herda de Saturno. No entanto, Saturno para os romanos era extremamente sexual. E na época da Saturnália, os costumes sexuais e sociais eram deixados de lado. Por isso, por trás de uma persona fria e reservada, o capricorniano pode ser selvagemente sexual.

Entre os olímpicos, Capricórnio era regido por Héstia, uma deusa ascética, reflexiva e associada ao inverno. Alguns estudiosos presumem que as virgens vestais eram originalmente prostitutas e que faziam voto de castidade quando dedicadas a Deusa. Mais um aspecto da sexualidade iminente do signo.

Héstia era a guardiã do fogo da lareira, que não podia ser extinto. Uma metáfora do ”fogo interior”, da libido, ou kundalini, ou força vital.

De Héstia e Saturno então, os capricornianos herdam o tipo controlado e impecável. De Pã e Amaltéia, a liberdade, o abandono sexual, paixão e desejo selvagem.

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Hellen Reis Mourao

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Analista junguiana. Formada em psicanálise e psicologia analítica. Especializada em Mitologia e Contos de Fadas. Atendimentos em psicoterapia.