por Andrea Pavlovitsch

Quer casar comigo? Sim!

Então case-se comigo numa noite de luar, ou na manhã de um domingo a beira mar, diga sim pra mim...” - Isabela Tavianni

Não, não se enganem! Não estou falando de compromisso com o tal cara. Estou falando de um compromisso com a gente mesma.

Quando Carrie disse que estava se casando consigo mesma, eu olhei para os dois corações entrelaçados que tatuei no pulso e pensei é isso aí. De repente os meus dois corações eram o meu próprio casamento, comigo. Porque, como ouvi ontem, não existe solidão maior do que a falta de si mesmo. E se pensarmos nas juras feitas no altar prometo amar e respeitar, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe, isso serve direitinho pra gente.

Por que se você não se amar e não se respeitar, e não estiver com você pro melhor e pro pior, e não estiver com você, se bancando, quando estiver bem ou doente do que adiando o outro tentar isso? Se você não estiver bem e feliz com você quando quebrar, quando cometer um grande erro, quando perder tudo o que tem e o que não tem, quem estará?

Só a gente fica com a gente pela eternidade. E por melhor que seja se casar com o homem ou a mulher das nossas vidas, nada pode tirar essa alegria da gente. Então, estou comunicando a todos que esta semana, sim, eu me casei. Casei-me comigo. E serei feliz para sempre, até a morte me separe do meu corpo físico e me mande para um lugar diferente desta dimensão. Mas nunca, nunca mais, eu vou me abandonar. Nem pelo amor da minha vida, nem por ter feito uma bobagem e, muitíssimo menos, por não ser o ser perfeito de luz que me enfiaram na cabeça que eu deveria ser. Eu aceito! A mim. Aceito esta proposta, aceito esse anel de compromisso comigo. Assim, quando o cara do momento chegar, estarei tão inteira, tão pronta, que não existirá nenhum sofrimento. Só a alegria do compartilhar. Mais e mais. Sempre.

Andrea Pavlovitsch

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Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto e toda forma de arte. Adora pão de queijo com café e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.